Novo estudo liga ansiedade social à sensitividade

Você já se sentiu muito ansioso por estar próximo de outras pessoas? Para alguns, o sentimento de ansiedade pode ser tão intenso que se sentem totalmente paralisados em lugares públicos. Poderia a ansiedade social ter uma ligação com a sensitividade e nos dar uma maior compreensão sobre a vida das pessoas afetadas?

O transtorno de ansiedade social, vulgarmente chamado de fobia social ou sociofobia,  pode ser uma experiência extremamente confusa, desafiadora e até mesmo interessante para algumas pessoas. É caracterizado por manifestações de alarme, tensão nervosa, medo e desconforto desencadeadas pela exposição à avaliação social — o que ocorre quando o portador precisa interagir com outras pessoas, realizar desempenhos sob observação ou participar de atividades sociais.

As pessoas com ansiedade social têm medo de ter atitudes constrangedoras em público, de sentir vergonha ou sentir-se ridículo, são pessoas excessivamente preocupadas com o julgamento e a opinião dos outros a seu respeito, por isso são perfeccionistas e determinadas. Com essas características, os portadores da fobia costumam ter alto senso de responsabilidade, bom desempenho profissional e avidez pelos desafios da vida social. A preocupação excessiva com as situações sociais onde estará sob apreciação alheia, desperta intensa ansiedade antecipatória.

Toda lógica pode parecer falhar diante da ansiedade social. Os afetados por essa patologia compreendem que seus medos são excessivos e irracionais, no entanto experimentam uma enorme ansiedade e apreensão ao confrontarem situações socialmente temidas e não raramente fazem de tudo para evitá-las. Os sentimentos associados ao transtorno podem parecer não ter fim mesmo com tratamentos comuns e outras técnicas de cura. Ao longo do tempo o transtorno pode interferir na maneira de viver de quem o sofre.

Um estudo científico recentemente lançado e publicado no PubMed, demonstra que os portadores de ansiedade social são hipersensíveis a outros estados de espírito. Durante o estudo, pesquisadores determinaram através de testes específicos que as pessoas socialmente ansiosas são capazes de discernir os estados mentais de outras pessoas com muito mais precisão.

A capacidade de sentir energias, emoções e sentimentos dos outros pode ser extremamente esmagadora ao ponto de induzir a ansiedade social a uma pessoa altamente sensível. Encontrar uma conexão entre o transtorno e a sensitividade ajuda a esclarecer melhor o problema e oferece uma nova maneira de tratar as pessoas afetadas.  Isso pode auxiliar aqueles que sofrem de ansiedade social, que ao invés de serem diagnosticados de forma drástica ao uso medicamentos psiquiátricos, podem aprender a lidar com a sensitividade através de atividades mais saudáveis como meditação, yoga, tai chi, música, dança, dentre outras.

Ser sensitivo é algo natural aos seres humanos, mas algumas pessoas possuem essa característica de forma mais aguçada, como pode ser o caso dos portadores de ansiedade social. Entretanto, a sensitividade não é exclusiva a ninguém, isso significa que todos podem literalmente sentir o que outras pessoas estão experimentando emocionalmente. Podem sentir em seu corpo, no humor e em seus pensamentos. Tenham consciência disso ou não.

Como nossa cultura tende a ser “analfabeta” emocionalmente, a maioria das pessoas se relacionam inconscientemente com as próprias emoções e acabam transportando uma bagagem emocional muito pesada. Sendo assim, em determinados locais, diante de tamanha poluição emocional o sensitivo pode ter sérias dificuldades para digerir e assimilar tantas informações, pois a fonte de seu desconforto não é apenas o peso de seus próprios desafios, mas também da carga energética de outras pessoas, conduzindo assim à conexão com a ansiedade social.

Estudos científicos como este são fundamentais para nos dar uma visão mais ampla sobre o que faz de nós seres humanos – com uma vasta gama de experiências, muitas vezes incompreensíveis. Assim que começarmos a lançar luz e compreender melhor o funcionamento das nossas energias internas, poderemos criar relações mais conscientes entre nós mesmos.

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