Mente Cheia ou Mente Plena?

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Mindfulness é o mesmo que mente plena ou atenção plena. Cultiva-se esta atitude prestando atenção àquilo que é, de momento a momento.

A prática da mente plena ensina a suspender temporariamente todos os conceitos, imagens, julgamentos, interpretações, comentários e/ou opiniões, conduzindo a mente à uma maior precisão, compreensão, equilíbrio e organização.

Se ainda não ficou claro, exemplifico:

Sabe aquele momento em que está sendo levado por pensamentos e se distrai completamente do que está fazendo? Quando tem reações automáticas e depois se pergunta porque acabou de fazer aquilo? E quando é dominado por emoções negativas e acaba perdendo o próprio controle?

Tudo isto é mind full, o oposto de mindful. Isso significa que a mente está cheia de pensamentos, histórias, julgamentos, preocupações, entre outras condições que provocam bastante turbulência. Nesse caso, a pessoa acaba refém da própria mente, ficando em piloto automático.

O treinamento e aprendizado da atenção plena, geralmente se dá através de técnicas de meditação e outros exercícios, permitindo ao indivíduo uma maior tomada de consciência de seus processos mentais e ações.

Isso ocorre com a autorregulação da atenção para a experiência presente, em uma atitude aberta, de curiosidade, ampla e tolerante, dirigida a todos os fenômenos que se manifestam na mente consciente – ou seja todo tipo de pensamentos, fantasias, recordações, sensações e emoções percebidas no campo de atenção são aceitas como elas são.

A atenção plena, originalmente um conceito da meditação budista, desempenha um papel importante em várias formas recentes de psicoterapia, como a terapia comportamental dialética, o programa de redução do stress baseado em mindfulness e a terapia de aceitação e compromisso.

Nos últimos anos um grande número de autores e pesquisadores, entre eles o médico Jon Kabat-Zinn e os psicólogos Marsha Linehan e Steven Hayes, vêm se dedicando ao trabalho de oferecer para a meditação um referencial teórico científico, possibilitando assim seu uso terapêutico independentemente da conceituação religiosa budista e abrindo sua prática para um público mais amplo. A pesquisa mais recente oferece indícios de que uma série de terapias baseadas na atenção plena podem ser bem sucedidas no tratamento de dores crônicas, em sintomas de ansiedade, depressão,  estresse e comportamento suicida recorrente.

Quer ser feliz? Seja Mindful!

Encontre aqui exercícios diários para a prática de mindfulness.



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