Revolver

19874565.jpg-r_160_240-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxRevolver é um filme franco-inglês de 2005, escrito e dirigido por Guy Ritchie. Um dos filmes recentes mais subestimados, desprezado pela crítica e pouco visto pelo público. Foi muito criticado por ser um filme “difícil de entender”, tanto que após seu lançamento no Reino Unido passou por edições, e foi lançado nos demais países numa versão com cenas a menos, além da inclusão de uma série de acadêmicos discursando sobre a natureza do Ego nos créditos finais.

Sinopse: Jake Green (Jason Statham) é um jogador que sempre andou com más companhias e que esteve preso durante 7 anos por ter caído nas teias de Dorothy Macha (Ray Liotta). Agora em liberdade e preparado para por em pratica sua vingança, Jake torna-se imbatível nas mesas de jogo usando uma fórmula (criada a partir de estudos feitos em livros de mecânica quântica sobre os padrões do Universo) que aprendeu com os ex-companheiros de prisão.
Enquanto isso, Macha está a preparar um plano para eliminar sem misericórdia o seu rival, Lord John e aposta a sua credibilidade numa arriscada operação de tráfico de droga com o “todo poderoso”, Sam Gold.
Quando Jake vai visitar Macha no seu casino para humilhá-lo em público é salvo pelo enigmático Zach (Vicent Pastore) e o seu sócio Avi (André “3000”), que lhe oferecem proteção contra os capangas de Macha. A partir deste momento Jake entra num jogo, a última coisa que ele queria vir a estar envolvido, onde em cada esquina o perigo está sempre presente. Mas o maior perigo real vem de uma fonte completamente inesperada….

Trailer

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Áudio: Inglês
Legenda: Português
Formato: AVI

ALERTA DE SPOILER

O foco principal do filme é a vida e o despertar de Jake Green para a realização de que ele não é quem acha ser e que os inimigos exteriores foram criados pelo único inimigo que existe: Nós mesmos, ou melhor, nossas criações mentais que distorcem a nossa percepção da realidade.
A existência desse mecanismo, que poderíamos chamar de “ego” (apesar de que existem varias visões sobre o que esse termo significa), se da pela necessidade de sobrevivência, é como um radar que cuja unica função é localizar o perigo e reagir a ele. Certamente nossa sobrevivência é importante, mas esse sistema se torna um problema quando permitimos que ele tome conta da nossa mente de maneira inconsciente, quando damos a ele uma “vida própria”, ou melhor, quando não percebemos essa parte de nós operando por de trás das cortinas, assim, perdemos o poder sobre o mecanismo e acabamos por permitir que eles determine o nosso destino. É esse modo de operar da mente humana que nos fez chegar a esse estado de sofrimento em que vivemos hoje, como indivíduos e como sociedade. O ego existe como uma mecanismo de preservação, sua arma principal é o medo, quanto mais sucumbimos a ele, mais poder damos aos nossos monstros internos.

Nas palavras do Senhor Green:
Existe algo sobre você que você não sabe, que até mesmo nega existir, até ser tarde de mais para fazer algo em relação. É o único motivo que o faz levantar de manha para aguentar as merdas do seu chefe, o sangue, suor e lagrimas desperdiçadas.
É porque você quer que as pessoas saibam o quão “bom”, atraente, generoso, engraçado, inteligente, astuto você é…
“Me amem ou tenham medo de mim, mas por
favor, pensem que sou especial”
Compartilhamos um vicio, somos viciados por aprovação.
Estamos nesse jogo pelo tapinha nas costas, o relógio de ouro, o hip-hip-uha.
“Olhe aquele garoto esperto com o seu distintivo, polindo o seu troféu.”
Brilhe em si mesmo diamante maluco!
Porque somos apenas macacos em ternos, implorando pela aceitação dos outros.
Se soubéssemos, não faríamos isso.
Alguém deve estar escondendo isso de nós
— Jake Green

OBS:
Para uma analise mais aprofundada visite: CineGnose

Reflexões Acerca do Ego 

Buda – A Superação do Ego

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About Bernardo Sommer

Estudante de Psicologia, Neurolinguística e praticante das artes do Mentalismo.